Relacionamentos com IA crescem e já preocupam especialistas por risco de divórcios
Cresce o uso de chatbots como “parceiros” afetivos e especialistas veem riscos a casamentos e à saúde mental.
O aumento de “namoros” com chatbots e aplicativos de inteligência artificial acendeu um alerta entre psicólogos e juristas: vínculos afetivos com assistentes virtuais estão avançando do entretenimento para o cotidiano e podem impactar relações reais, inclusive levando a separações.
Contexto
O fenômeno ganha fôlego com a popularização de apps que simulam conversas, carinho e rotina compartilhada por meio de modelos generativos. Usuários relatam interações constantes e personalizadas, muitas vezes mais “disponíveis” que parceiros humanos, o que reconfigura expectativas emocionais e de intimidade.
Dados e evolução
Especialistas apontam que a combinação de linguagem natural, personalização e disponibilidade 24/7 amplia o apego. Há relatos de ciúmes, afastamento gradual de relações reais e comparação direta entre o “par” artificial e o companheiro humano. O efeito é intensificado por algoritmos que reforçam preferências, criando laços de dependência emocional.
Impactos
Casais podem enfrentar conflitos sobre limites de uso, privacidade e confiança, com risco de ruptura quando a interação com IA ocupa o lugar da comunicação entre parceiros. Para a saúde mental, o uso excessivo pode agravar isolamento e idealização. No plano jurídico e regulatório, cresce a discussão sobre transparência, coleta de dados sensíveis e proteção de usuários vulneráveis.
Próximos passos
Profissionais defendem educação digital e rotulagem clara de conteúdos gerados por IA, além de recursos nos aplicativos para moderar engajamento e incentivar pausas. A expectativa é que plataformas adotem políticas de bem-estar e que pesquisas aprofundem os efeitos de longo prazo desses vínculos sobre relações afetivas e a vida social.
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