Alta nas ações da China e de Hong Kong é impulsionada por empresas de inteligência artificial

Mercados da China e de Hong Kong avançam em 21 de janeiro de 2026, com ganhos liderados por ações ligadas à IA. O rali é sustentado por IPOs recentes — como o da desenvolvedora de GPUs Biren —, anúncios sobre chips e expectativas de novos financiamentos no setor.

Alta nas ações da China e de Hong Kong é impulsionada por empresas de inteligência artificial

Alta nas ações da China e de Hong Kong é impulsionada por empresas de inteligência artificial

Os mercados acionários da China continental e de Hong Kong avançaram nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, com ganhos liderados por companhias ligadas à inteligência artificial (IA). O apetite por tecnologia e a expectativa por novas captações no setor sustentaram o movimento, apesar do ambiente externo volátil.

Contexto: onde, quando e quem está envolvido

Em Hong Kong, papéis de tecnologia e semicondutores voltaram a puxar o sentimento, enquanto nos mercados da China continental os índices de grandes companhias mantiveram suporte com interesse em IA, nuvem e computação de alto desempenho. A leitura entre gestores é de que a combinação de listagens recentes, anúncios corporativos ligados a chips e modelos generativos e projeções otimistas para o ano continuam a ancorar a demanda por risco no segmento.

Dados relevantes e evolução da situação

O rali tem sido alimentado por uma nova leva de ofertas públicas de empresas de IA. No início do mês, a Shanghai Biren Technology — desenvolvedora de GPUs para treinar e rodar modelos de IA — estreou na Bolsa de Hong Kong com salto de cerca de 76% sobre o preço de oferta, após uma captação próxima de HK$ 5,58 bilhões e forte sobrascrição no varejo. Na mesma janela, outras casas de IA listadas ou em preparação de listagem reforçaram o fluxo para o tema, incluindo nomes de modelos fundacionais e aplicativos, além do anúncio de planos da Kunlunxin (unidade de chips de uma grande empresa de buscas) para uma oferta em Hong Kong.

Analistas também destacam a influência de avanços técnicos locais — como pesquisas que prometem treinar modelos de forma mais barata — e a compatibilidade de modelos nacionais com processadores domésticos, o que reforça a narrativa de autossuficiência tecnológica. Projeções de bancos internacionais para 2026 apontam que ações associadas à IA devem continuar entre os principais vetores de desempenho tanto em Hong Kong quanto nos índices de blue chips da China continental.

Impactos para setores e investidores

A alta beneficia diretamente: (1) semicondutores e cadeia de equipamentos (fabricantes de chips, foundries e fornecedores de materiais), (2) plataformas de internet e nuvem que integram modelos generativos em comércio eletrônico, publicidade e jogos, e (3) infraestrutura de data centers e computação de alto desempenho. Para investidores estrangeiros, a recuperação recente reabriu a discussão sobre realocação para tecnologia chinesa com desconto relativo a pares globais. Ao mesmo tempo, casas de análise alertam para riscos: avaliações mais esticadas em nomes de crescimento, eventuais controles a exportações de tecnologia e a sensibilidade a dados macroeconômicos domésticos.

Próximos passos

No curto prazo, o mercado acompanha a agenda de resultados do quarto trimestre, novas submissões e estreias de IPOs de IA em Hong Kong e na China continental, além de potenciais anúncios corporativos sobre chips proprietários e parcerias de computação. Investidores também monitoram o fluxo de fundos internacionais e as medidas de suporte de liquidez, que podem definir o fôlego do tema de IA nos próximos meses.

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