Brasil é o quarto país que mais usa IA generativa no mundo

Brasil é 4º no ranking global de uso de IA generativa, com 74% dos adultos relatando uso no último ano, em estudo com 21 países divulgado em 15 de janeiro de 2026.

Brasil é o quarto país que mais usa IA generativa no mundo

Brasil é o quarto país que mais usa IA generativa no mundo

O Brasil alcançou a 4ª posição global em uso de inteligência artificial generativa, com 74% dos adultos declarando ter utilizado ferramentas do tipo nos últimos 12 meses. O dado integra um levantamento internacional que mediu o uso de IA em 21 países e foi divulgado em 15 de janeiro de 2026.

Contexto: onde, quando e quem está envolvido

A pesquisa, conduzida entre 22 de setembro e 10 de outubro de 2025 com cerca de 21 mil pessoas, investigou o contato do público com aplicações de IA e, especificamente, com soluções generativas (como chatbots e geradores de imagem, áudio e vídeo). O estudo é a terceira edição anual e permite comparar a evolução do uso da tecnologia ao longo dos últimos anos.

Dados e evolução da situação

No recorte de IA generativa, o ranking é liderado pelos Emirados Árabes Unidos (85%), seguidos por Nigéria (84%) e Índia (83%). O Brasil aparece em 4º lugar, com 74%, à frente de mercados como Reino Unido, França, Alemanha, Japão e Estados Unidos. Na média dos 21 países, 62% disseram ter usado IA generativa no último ano, enquanto 66% relataram uso de alguma aplicação de IA em geral.

Os resultados também mostram mudança de uso: aprender algo novo ou compreender temas complexos já supera entretenimento como motivação principal. Globalmente, 74% afirmaram usar IA para aprendizado, contra 66% para entretenimento. No trabalho, 70% dos entrevistados disseram ter recorrido a IA; no Brasil, a taxa também é elevada.

Impactos para pessoas, setores e regiões

O alto engajamento com IA generativa no Brasil aponta efeitos diretos em educação, produtividade e atendimento ao cliente, com mais pessoas utilizando assistentes para estudar, resumir conteúdos, redigir textos e apoiar decisões. O levantamento mostra ainda que países desenvolvidos de língua inglesa apresentam adoção abaixo da média global — por exemplo, nos Estados Unidos, a taxa de uso de IA generativa ficou em 40% —, o que pode influenciar a dinâmica competitiva entre mercados.

Próximos passos

Com a consolidação do uso entre consumidores e profissionais, a expectativa é de expansão de casos práticos em empresas e serviços públicos, ao mesmo tempo em que seguem debates sobre qualificação de mão de obra e diretrizes de uso responsável. Novas edições do estudo devem acompanhar a trajetória de adoção, percepção de riscos e benefícios e o impacto da IA generativa na economia e no mercado de trabalho.

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