Lula alerta: “Mulheres precisam tomar cuidado com a inteligência artificial” em evento no RJ

Em evento na Casa da Moeda, no Rio, em 16 de janeiro de 2026, Lula alertou mulheres sobre riscos de abusos digitais com IA, em meio a investigações e bloqueios internacionais e a novas leis brasileiras que endurecem punições para violência psicológica com uso de tecnologia.

Lula alerta: “Mulheres precisam tomar cuidado com a inteligência artificial” em evento no RJ

Lula alerta: “Mulheres precisam tomar cuidado com a inteligência artificial” em evento no RJ

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um alerta direto sobre riscos de abusos digitais contra mulheres ao afirmar que “mulheres precisam tomar cuidado com essa tal de inteligência artificial”. A fala ocorreu durante cerimônia nesta sexta-feira, 16 de janeiro de 2026, no Rio de Janeiro.

Contexto: onde, quando e quem

O pronunciamento foi feito na Casa da Moeda do Brasil, durante o lançamento das medalhas comemorativas dos 90 anos do salário mínimo. Diante de uma plateia majoritariamente feminina, Lula citou a manipulação de imagens e vídeos por IA, com potencial de produzir conteúdo íntimo falso, e advertiu para a necessidade de atenção e proteção.

Dados e evolução: por que o tema voltou ao centro do debate

O alerta ocorre em meio a uma onda global de denúncias sobre ferramentas de IA usadas para criar imagens sexualizadas e “deepfakes” de mulheres e meninas. Autoridades do Reino Unido abriram investigação formal sobre conteúdos ilegais associados a esses sistemas; a Comissão Europeia informou que analisa o caso; e o estado da Califórnia anunciou investigação específica sobre a empresa responsável por um desses modelos. Países asiáticos, como Malásia e Indonésia, adotaram bloqueios temporários enquanto apuram violações e exigem salvaguardas.

Marco legal e proteção no Brasil

No Brasil, foi sancionada em 24 de abril de 2025 uma lei que aumenta pela metade a pena do crime de violência psicológica contra a mulher quando praticado com uso de inteligência artificial ou outro recurso tecnológico que altere imagem ou som da vítima. O Ligue 180 registrou mais de 100 mil denúncias de violência psicológica em 2024, evidenciando a dimensão do problema e sua migração para ambientes digitais.

Em paralelo, o país discute um marco regulatório amplo para a inteligência artificial. O texto-base foi aprovado pelo Senado em 10 de dezembro de 2024 e está em análise na Câmara dos Deputados, que conduziu audiências e seminários regionais ao longo de 2025 para consolidar salvaguardas, responsabilidades e aplicações proibidas.

Impactos para pessoas e setores

Para mulheres e meninas, os principais riscos incluem exposição não consensual, chantagem, danos à reputação e à saúde mental. Para escolas, empresas e plataformas digitais, cresce a pressão por políticas de verificação de idade, detecção de conteúdo gerado por IA, canais rápidos de denúncia e remoção, além de programas de educação midiática. No setor público, órgãos de segurança e justiça demandam protocolos para perícia de evidências digitais e apoio às vítimas.

Próximos passos

O tema deve permanecer na agenda do governo e do Congresso. A expectativa é de avanço na tramitação do marco de IA na Câmara, com regras sobre transparência, sistemas generativos e aplicações proibidas. No curto prazo, especialistas defendem campanhas de orientação para uso seguro de tecnologias, acordos com plataformas para remover conteúdo ilegal e ações coordenadas de investigação e responsabilização de autores de abusos digitais.

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