Marani Maru, cantora pop criada por IA por artista de MG, conquista playlists e ouvintes no exterior
Criada com IA pelo artista mineiro Rodrigo Ribeiro, a persona italiana Marani Maru ganhou tração no streaming em poucas semanas, entrou em playlists algorítmicas e atraiu ouvintes no Brasil, EUA e Europa, refletindo a aceleração da música gerada por inteligência artificial.
Uma nova estrela virtual ganhou força nas plataformas: Marani Maru, cantora pop italiana criada com inteligência artificial, já aparece em playlists e vem somando ouvintes no Brasil, Europa e Estados Unidos poucas semanas após a estreia.
Contexto: quem está por trás, quando e onde
O projeto foi concebido em Divinópolis (MG) pelo compositor, designer e diretor de arte Rodrigo Ribeiro, conhecido como Dingo. Lançada em janeiro de 2026, Marani Maru nasceu integralmente de ferramentas de IA — identidade visual, voz, repertório, clipes e narrativa artística — sob direção criativa do artista mineiro. A escolha por uma persona italiana dialoga com a memória afetiva do criador e com seu estudo diário do idioma, que ele incorpora ao processo de composição.
Dados e evolução: presença em plataformas e primeiras faixas
Em menos de 30 dias, as músicas da artista passaram a circular em serviços como Spotify, Apple Music, YouTube Music e TikTok, com inserções em playlists algorítmicas. Há registros de audiência no Brasil, Itália, Estados Unidos e Hungria. Entre as faixas destacadas pelo público estão “Motel Astrale”, que abre o álbum, e “Dare”, lembrada pelo alto número de replays. Como outros projetos independentes, a iniciativa enfrenta entraves com distribuidoras para liberação de uso das faixas em redes sociais como o Instagram.
Impacto e tendência: IA na música ganha tração
O crescimento de Marani Maru ocorre em meio à expansão global de artistas virtuais e de canções criadas com IA. Casos recentes mostram desde vozes simuladas que viralizam em redes sociais e são removidas por questões de direitos autorais até personagens virtuais que alcançam paradas de rádio nos EUA. O movimento acende debates sobre transparência, autoria e remuneração, enquanto plataformas ajustam políticas e ferramentas para lidar com conteúdos gerados por IA.
O que observar a seguir
O projeto segue ampliando presença em playlists e públicos internacionais, enquanto avança a negociação com distribuidoras para uso social das faixas. Os próximos meses indicarão se a cantora virtual consolidará espaço no streaming e como o ecossistema — artistas, gravadoras e plataformas — responderá aos desdobramentos legais e criativos da música feita com IA.
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