Brasil acelera a corrida da IA com plano até 2028, supercomputação e novas regras
Análise publicada em 14 de janeiro de 2026 reacende o debate sobre o papel do Brasil na IA. O país avança com o PBIA 2024–2028, amplia a supercomputação, estuda fundo do BNDES para IA e data centers e consolida regras de proteção de dados e políticas estaduais.
Brasil acelera a corrida da IA com plano até 2028, supercomputação e novas regras
Em análise publicada nesta quarta-feira (14 de janeiro de 2026), especialistas apontam que a inteligência artificial é irreversível e que o Brasil precisa decidir se quer apenas hospedar dados ou produzir conhecimento, com foco em formação e letramento digital. O diagnóstico reforça que o diferencial competitivo está no capital humano.
Contexto: onde o país está na corrida
Desde 2024, o governo federal estruturou o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA 2024–2028), que organiza ações para difusão, infraestrutura, qualificação e governança de IA. Em paralelo, estados e municípios avançam em normas próprias para orientar o uso responsável da tecnologia.
Dados e evolução
O PBIA prevê investimentos até 2028 e inclui a aquisição de um supercomputador entre os cinco mais potentes do mundo para pesquisa em IA. Em 2025, o supercomputador Santos Dumont recebeu atualização para 20 petaflops, com aporte de R$ 100 milhões, consolidando o país em alta performance computacional.
Na frente de financiamento, o BNDES avalia um fundo voltado a IA e data centers, com aporte estimado entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão e previsão de operação no início de 2026, buscando acelerar infraestrutura e inovação.
No campo regulatório, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou em 2024 ajustes na política de privacidade da Meta e a empresa chegou a suspender temporariamente ferramentas generativas no Brasil. Em âmbito subnacional, Goiás sancionou em maio de 2025 a Lei Complementar 205/2025, instituindo política estadual de fomento e uso seguro de IA, enquanto capitais como Goiânia definiram diretrizes para sistemas algorítmicos na administração pública.
Impactos esperados
As medidas tendem a destravar projetos em setores intensivos em dados, como finanças, saúde, varejo e governo digital, além de aquecer o mercado de data centers e de serviços de nuvem. A demanda por profissionais qualificados em IA e ciência de dados deve crescer, pressionando empresas e universidades por programas de requalificação e formação.
Próximos passos
O foco agora recai sobre a execução do PBIA, a definição do veículo financeiro do BNDES para IA e data centers e a expansão de marcos regulatórios estaduais e municipais. A discussão de um marco federal de IA permanece na pauta do Congresso, enquanto iniciativas de capacitação e governança de dados avançam no setor público e privado.
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