China usa robôs com inteligência artificial para controlar o trânsito em algumas cidades; Wuhu inicia operação de campo
Wuhu, Hangzhou, Xangai, Chengdu e Wuzhen avançam com testes e operações assistidas de robôs com IA em cruzamentos e áreas de grande fluxo, integrando-os à sinalização para padronizar comandos e emitir alertas de trânsito.
China testa e começa a operar robôs com IA no controle do trânsito em várias cidades
Robôs humanoides com inteligência artificial passaram a auxiliar, em caráter de testes e operação assistida, o controle do trânsito em diferentes cidades chinesas. Em Wuhu (província de Anhui), uma unidade identificada como “Intelligent Police Unit R001” já atua em cruzamentos orientando pedestres, ciclistas e condutores com gestos padronizados e avisos de voz, enquanto outras localidades mantêm pilotos desde 2025.
Contexto: onde, quando e quem está envolvido
O movimento ganhou visibilidade em 2025 com validações em cenários reais em Chengdu (Sichuan), onde robôs foram posicionados em pontos como a Dongyu Street e a Praça Tianfu em 16 de junho de 2025, simulando funções de “agentes de trânsito” e patrulha. Em Wuzhen (Zhejiang), um robô de 1,8 metro auxiliou o fluxo viário em 3 de novembro de 2025. No mesmo ano, Xangai testou o robô “Xiao Hu” em um cruzamento do distrito de Huangpu (julho de 2025), enquanto Hangzhou colocou em serviço, em 1º de dezembro de 2025, o “Hangxing No. 1”, dedicado à orientação em via urbana. Em Mianyang (Sichuan), a polícia local empregou robôs para apoiar a gestão do tráfego em horários de pico (8h às 17h) em maio de 2025.
Dados relevantes e evolução da situação
Os modelos em uso combinam visão computacional, aprendizado de máquina e integração com semáforos para sincronizar gestos e modos de operação. Em Wuhu, a unidade R001 executa comandos padronizados, emite alertas educacionais e, de acordo com autoridades locais, consegue identificar infrações comuns de pedestres e veículos não motorizados, além de operar continuamente com monitoramento. Em Hangzhou, o robô “Hangxing No. 1” reproduz gestos de agentes reais, usa apito e reconhece comportamentos como falta de capacete, avanço da linha de retenção e travessia irregular, emitindo lembretes de voz no local. Em Xangai, o protótipo “Xiao Hu” demonstrou comandos de mão e instruções de áudio, mas permaneceu em fase de teste sem cronograma anunciado de expansão.
Impactos para pessoas, setores e cidades
Para a população, a presença desses robôs padroniza orientações, aumenta a visibilidade de regras e pode reduzir conflitos em cruzamentos movimentados. Para os órgãos de segurança viária, a automação tende a liberar agentes humanos para ocorrências complexas, eventos de grande porte e condições climáticas adversas. No ecossistema de cidades inteligentes, os pilotos ajudam a maturar tecnologias de “IA incorporada” e a definir requisitos de segurança, interoperabilidade com a sinalização e protocolos de privacidade e responsabilidade — pontos chave para futuras regulações e escalabilidade.
Próximos passos e desdobramentos
As administrações locais devem ampliar a coleta de métricas (acidentes, infrações e fluidez) antes de decidir por expansões. Enquanto isso, outras cidades seguem com testes controlados e treinamentos operacionais em campo. Em paralelo, autoridades econômicas nacionais sinalizaram, no fim de 2025, a necessidade de cautela com investimentos em humanoides, reforçando que a consolidação desses projetos exigirá comprovação de ganhos de eficiência, padrões técnicos claros e governança de dados robusta.
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