Países da Ásia bloqueiam aplicativo de IA de Elon Musk (Grok)
Indonésia (10/01), Malásia (11/01) e, em seguida, Filipinas (15/01) avançaram para bloquear o Grok, aplicativo de IA ligado a Elon Musk, após denúncias de uso para criar imagens sexualizadas e não consensuais. As autoridades exigem salvaguardas técnicas antes de rever as restrições.
Malásia e Indonésia bloqueiam o Grok; Filipinas anuncia adesão ao bloqueio
Governos do Sudeste Asiático passaram a restringir o acesso ao Grok, aplicativo de inteligência artificial ligado a Elon Musk, após uma onda de denúncias de uso para criar imagens sexualizadas e não consensuais. A Indonésia bloqueou o serviço em 10 de janeiro de 2026; a Malásia impôs restrição temporária em 11 de janeiro; e as Filipinas informaram em 15 de janeiro que irão implementar o bloqueio imediato via provedores locais.
Contexto e cronologia
Em 10 de janeiro de 2026, o Ministério das Comunicações e Digital da Indonésia anunciou a suspensão do acesso ao Grok, citando riscos de conteúdo pornográfico gerado por IA e a necessidade de proteger mulheres e crianças. No dia seguinte, 11 de janeiro, a Comissão de Comunicações e Multimídia da Malásia (MCMC) determinou restrição temporária ao Grok, apontando repetido mau uso da ferramenta e respostas consideradas insuficientes por parte das empresas responsáveis.
Em 15 de janeiro de 2026, o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicações das Filipinas afirmou que o país vai se juntar a Malásia e Indonésia no bloqueio, com ordem para que todos os provedores de internet apliquem a medida de forma imediata.
Antes desses casos no Sudeste Asiático, a Turquia já havia determinado, em 2025, o bloqueio de conteúdos do Grok por decisão judicial após controvérsia sobre respostas consideradas ofensivas.
O que motivou os bloqueios
As autoridades apontam o uso do Grok para gerar imagens manipuladas e sexualizadas de pessoas reais, inclusive de menores, sem consentimento. Na Malásia, o regulador destacou que notificou as empresas envolvidas e exigiu salvaguardas técnicas e de moderação mais eficazes, mantendo a restrição até que tais medidas estejam implementadas. A Indonésia classificou os chamados “deepfakes” não consensuais como violação grave de direitos e dignidade no ambiente digital.
Resposta das plataformas
Após a escalada de críticas, em 14 de janeiro de 2026 a xAI comunicou que passaria a geobloquear a edição de imagens do Grok em locais onde tal prática seja ilegal e que limitaria a criação/edição de imagens a contas pagas, alegando facilitar a responsabilização por abusos. Mesmo assim, os governos da região mantêm investigações e exigem comprovação de salvaguardas antes de rever as restrições.
Impactos e alcance
As medidas afetam diretamente usuários e criadores de conteúdo nos países envolvidos, que ficam sem acesso aos recursos de geração e edição de imagens do Grok. Para o ecossistema de tecnologia, os bloqueios elevam a pressão por controles técnicos mais rigorosos, auditorias independentes e respostas rápidas a denúncias. Operadoras e provedores locais também passam a atuar na execução das ordens de bloqueio, enquanto anunciantes e marcas revisam políticas de risco reputacional vinculadas a ferramentas de IA.
Próximos passos
A Malásia sinalizou que discutirá o tema com representantes da plataforma, mas condiciona a retomada do acesso a salvaguardas eficazes. Nas Filipinas, a implementação do bloqueio será operacionalizada pelos provedores. Outros países asiáticos monitoram o caso e podem adotar medidas semelhantes se não houver melhorias consistentes nas barreiras contra conteúdo ilegal. Até lá, os bloqueios permanecem em vigor na Indonésia e na Malásia, com adesão anunciada pelas Filipinas.
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